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Estudar ouvindo música ajuda ou atrapalha? Entenda o que diz a ciência.

  • há 5 dias
  • 6 min de leitura

Muitas pessoas gostam de estudar ouvindo música, seja para criar um ambiente mais agradável, se motivar ou tentar bloquear ruídos externos. Mas será que essa prática realmente ajuda na concentração e no aprendizado? 


Ou será que, na verdade, pode atrapalhar? Essa dúvida é comum e muito debatida, especialmente entre estudantes que buscam maneiras de otimizar seu rendimento.


A resposta da ciência não é simples, porque o efeito da música no estudo depende de vários fatores. Entre eles estão o tipo de música escolhida, o perfil de cada pessoa, o tipo de tarefa que está sendo realizada e até mesmo o momento do estudo. 


Pesquisas nas áreas de psicologia cognitiva e neurociência indicam que a música pode tanto ajudar quanto atrapalhar — e tudo isso varia muito de caso para caso.


Por exemplo, músicas sem letra, como trilhas instrumentais ou música clássica, são frequentemente associadas a benefícios, como melhora do humor, redução da ansiedade e, em alguns casos, aumento da concentração. 


Por outro lado, músicas com letras ou ritmos muito intensos podem causar distração e diminuir a eficiência na assimilação de conteúdos complexos, como leitura e resolução de problemas.


Além disso, o impacto da música no estudo está diretamente ligado à capacidade individual de lidar com estímulos externos. Algumas pessoas são mais sensíveis a ruídos e sons, o que pode prejudicar seu foco; outras, acostumadas a um ambiente barulhento, até se beneficiam da música para bloquear distrações indesejadas.


Neste texto, vamos explorar o que a ciência revela sobre esse tema, para que você possa entender melhor quando a música é aliada do seu aprendizado e quando é melhor deixá-la de lado. Afinal, conhecer os fatores envolvidos pode transformar seu momento de estudo em algo mais produtivo e prazeroso.


Como a música afeta o cérebro durante o estudo

A música exerce um impacto direto no cérebro, influenciando áreas ligadas à memória, atenção e emoções. 


Estudos em neurociência mostram que, ao ouvir música, o cérebro ativa regiões como o hipocampo (relacionado à memória) e o córtex pré-frontal (associado ao raciocínio e à tomada de decisões). No entanto, os efeitos variam conforme o tipo de música, a tarefa cognitiva envolvida e o perfil do estudante.


Para tarefas repetitivas ou mecânicas, como copiar textos ou resolver cálculos simples, músicas com ritmo constante e sem letra – como música clássica ou lo-fi – podem melhorar a concentração e o desempenho. Isso acontece porque sons agradáveis estimulam a liberação de dopamina, um neurotransmissor ligado à sensação de prazer e motivação.


Por outro lado, em atividades que exigem leitura, interpretação ou escrita criativa, a música com letras pode competir com o processamento linguístico do cérebro, reduzindo a eficiência cognitiva. 


Nesses casos, o excesso de estímulos sonoros pode sobrecarregar a memória de trabalho, dificultando a retenção de informações e a compreensão de conteúdos complexos.


Além disso, a familiaridade com a música também influencia o efeito. Músicas conhecidas tendem a ser menos distrativas do que novas, pois o cérebro não precisa gastar energia “processando” algo inédito.


Em resumo, a música pode ser uma aliada ou uma distração durante os estudos. O segredo está em saber escolher o estilo adequado ao tipo de tarefa e observar como seu cérebro responde. A ciência aponta que não existe uma regra universal – o mais eficaz é ajustar o ambiente de estudo ao seu perfil cognitivo e emocional.


Música com letra vs. música instrumental: qual é melhor para estudar?

Quando o assunto é estudar ouvindo música, uma dúvida comum surge: é melhor escolher músicas com letra ou instrumentais? A ciência tem investigado essa questão, e os resultados apontam que a resposta depende do tipo de tarefa e do nível de concentração exigido.


Estudos mostram que músicas com letra podem atrapalhar o desempenho em tarefas que envolvem leitura, escrita ou qualquer atividade que exija processamento verbal. Isso acontece porque o cérebro precisa dividir sua atenção entre a linguagem da música e o conteúdo estudado, o que gera uma espécie de “competição cognitiva”. 


Em outras palavras, ouvir uma letra enquanto lê um texto pode sobrecarregar o cérebro, prejudicando a compreensão e a memorização.


Já a música instrumental — especialmente em estilos como música clássica, lo-fi, jazz suave ou trilhas sonoras — tende a ser menos intrusiva. 


Ela pode ajudar a bloquear ruídos externos, melhorar o foco e induzir um estado mental mais relaxado, o que favorece o aprendizado em tarefas mais exigentes. Em alguns casos, a música instrumental também pode aumentar a persistência e a resistência à fadiga mental.


No entanto, é importante lembrar que cada pessoa tem um estilo de aprendizagem único. Algumas conseguem se concentrar mesmo ouvindo músicas com letras, especialmente se forem familiares ou em outro idioma. Outras preferem absoluto silêncio.


A dica final? Teste diferentes estilos e observe seu rendimento. Mas, em geral, se a meta for absorver conteúdo com eficiência, a música instrumental costuma ser a melhor aliada para manter o cérebro focado — sem competir pela sua atenção.


Estilo musical importa? O que os estudos dizem sobre gêneros como lo-fi, música clássica e eletrônica

Quando o assunto é estudar ouvindo música, o estilo musical faz toda a diferença. Segundo diversos estudos, nem todo gênero ajuda na concentração — e alguns podem até atrapalhar.


A música clássica, por exemplo, tem sido amplamente estudada nesse contexto. O chamado efeito Mozart sugere que ouvir composições desse tipo pode melhorar temporariamente o desempenho em tarefas cognitivas. 


Isso ocorre porque músicas clássicas instrumentais, especialmente em andamento moderado, ativam áreas cerebrais ligadas à atenção e ao raciocínio espacial, sem causar distração com letras ou batidas intensas.


Já o lo-fi, um estilo mais recente e popular entre estudantes, tem conquistado espaço justamente por seu ritmo suave, batidas repetitivas e ausência de vocais. 


Essa combinação tende a criar um ambiente mentalmente estável, ajudando o cérebro a entrar em um estado de foco prolongado, semelhante ao que ocorre com a meditação leve. Embora ainda existam poucos estudos formais sobre o lo-fi, pesquisas sobre música instrumental com batidas consistentes indicam benefícios similares.


Por outro lado, estilos como música eletrônica, principalmente os subgêneros mais intensos, podem ter o efeito oposto. Batidas aceleradas, mudanças bruscas e presença de vocais costumam ativar demais o cérebro, dificultando a concentração em tarefas que exigem foco e leitura.


Portanto, sim, o estilo musical importa — e muito. Para atividades que exigem atenção profunda, o ideal é optar por músicas sem letra, com ritmo estável e volume moderado. Nessa categoria, o lo-fi e a música clássica se destacam como aliados valiosos do estudo.


Quando a música pode atrapalhar: perfis individuais e tipos de tarefa

Embora muitas pessoas digam que se concentram melhor ouvindo música, a ciência mostra que isso nem sempre é verdade — tudo depende do perfil individual e do tipo de tarefa envolvida. 


Pesquisas em neurociência e psicologia cognitiva indicam que a música pode, sim, atrapalhar a aprendizagem, principalmente quando há letra ou quando o conteúdo exige alta carga cognitiva, como interpretar textos complexos ou resolver problemas matemáticos.


Pessoas com facilidade em multitarefas ou que já têm o hábito de estudar com música podem sentir menos impacto. 


Porém, indivíduos mais sensíveis a estímulos externos, como sons e movimentos, tendem a ter sua atenção desviada com mais facilidade. A presença de música, nesse caso, atua como um fator de sobrecarga cognitiva, especialmente quando há letra ou mudanças bruscas de ritmo.


Além disso, tarefas que demandam raciocínio lógico, leitura crítica ou memorização verbal são mais prejudicadas pelo uso de música com vocais. 


Já atividades mais mecânicas, repetitivas ou visuais (como pintura, organização de materiais ou exercícios de fixação simples) tendem a tolerar melhor a presença sonora — especialmente se forem músicas instrumentais suaves, como o lo-fi ou música clássica.


Ou seja, a chave está em se conhecer: se você percebe que sua concentração cai com qualquer barulho, talvez o silêncio ainda seja seu melhor aliado. Mas se a música te ajuda a entrar no ritmo e evita distrações externas, ela pode ser uma ferramenta útil — desde que usada com consciência e adaptada à tarefa certa.


Conclusão

Diante das evidências científicas, fica claro que não existe uma resposta única para a pergunta: “Estudar ouvindo música ajuda ou atrapalha?” 


O efeito da música no rendimento dos estudos depende muito do contexto, da tarefa e, principalmente, do perfil individual.


Para tarefas que exigem muita concentração, leitura aprofundada ou raciocínio lógico, a música, especialmente aquela com letras ou mudanças bruscas de ritmo, pode ser uma distração que compromete o desempenho. 


Por outro lado, para atividades mais mecânicas ou repetitivas, ouvir músicas instrumentais pode até facilitar o foco e deixar o ambiente mais agradável, reduzindo o estresse e a ansiedade.


Outro ponto importante é o autoconhecimento. Cada estudante precisa avaliar como reage à música durante o estudo. Se perceber que ela tira a atenção ou que você precisa repetir a leitura várias vezes, talvez seja melhor optar por silêncio ou sons ambientais neutros. Já se a música ajuda a criar um ritmo e a manter o ânimo, vale incorporá-la de forma consciente.


Também é válido lembrar que a música pode ser uma aliada no preparo emocional antes do estudo, ajudando a relaxar e a reduzir a tensão, o que é fundamental para um aprendizado eficaz.


Em resumo, a música pode ser uma ferramenta poderosa para alguns, mas uma armadilha para outros. O segredo está em experimentar, observar os resultados e escolher o que realmente funciona para o seu estilo e tipo de tarefa. Dessa forma, você maximiza sua produtividade e aproveita ao máximo seu tempo de estudo.




 
 
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