Você conhece todas as possibilidade que um Engenheiro Agrônomo tem?

Agricultura (do latin agricultura) significa o conjunto de trabalhos que transformam o meio natural para a produção de vegetais e de animais úteis ao homem. Já Agronomia (do grego agronomos) significa estudo científico dos problemas físicos, químicos e biológicos colocados pela prática da agricultura.

De acordo com a coordenadora do curso de Engenharia Agronômica da UNICEP, Prof.ª Dr.ª Cristiana de Gaspari Pezzopane, a agronomia ou engenharia agronômica é, dentro das ciências agrárias, um campo multidisciplinar que inclui subáreas aplicadas das ciências naturais (biológicas), exatas, sociais e econômicas que trabalham em conjunto visando aumentar a compreensão da agricultura e melhorar a prática agrícola, por meios de técnicas e tecnologias, em favor de uma otimização da produção, do ponto de vista econômico, técnico, social e ambiental. Portanto o curso de graduação que forma engenheiros agrônomos, pode ser denominado Agronomia ou Engenharia Agronômica, não havendo diferença na formação do profissional.

De acordo com a Resolução nº 1010, de 22 de agosto de 2005, do CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, são definidos os campos de atuação do engenheiro agrônomo: atividades de supervisão, coordenação e orientação técnica; estudos, planejamentos, projetos e especificações. A ele também cabem a realização de estudos de viabilidade técnico-econômica, prestação de assistência, assessoria e consultoria; direção de obras e serviços técnicos; vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos, laudos e pareceres técnicos. Ele pode ainda desempenhar funções de planejamento, elaboração de orçamento, execução, coordenação, montagem, reparo, controle de qualidade, entre outras. Pode também se envolver com o ensino, a pesquisa e a difusão de tecnologias. 

Essa mesma Resolução estabelece os setores nos quais o engenheiro agrônomo pode atuar, que são os seguintes: manejo e exploração de culturas (de cereais, olerícolas, frutíferas, ornamentais, oleaginosas, estimulantes, forrageiras e plantas medicinais); melhoramento genético vegetal e animal; produção de sementes e mudas; construções rurais; irrigação e drenagem; mecanização e implementos agrícolas; fotointerpretação e sensoriamento remoto para fins agrícolas; paisagismo, parques e jardins; recursos florestais; manejo de plantas daninhas, doenças e pragas de plantas; manejo, classificação e conservação do solo, de bacias hidrográficas e de recursos naturais renováveis; controle de poluição na agricultura; tecnologia de transformação e conservação de produtos de origem vegetal e animal; nutrição e alimentação animal; economia e crédito rural; planejamento e administração de propriedades agrícolas; e extensão rural.

“As possibilidades de atuação do engenheiro agrônomo são muito amplas, diversas e estão em expansão, indo desde uma orientação de investimentos para a produção agropecuária em larga escala ao melhoramento genético de animais e vegetais com uso de biotecnologias”, explicou a coordenadora e continuou: “No Brasil, o importante papel que o agronegócio desempenha na economia e no desenvolvimento sócio regional contribui ainda mais para a ampliação das possibilidades de atuação do engenheiro agrônomo”.

Os locais nos quais os engenheiros agrônomos podem exercer sua profissão são bastante variados, públicos ou privados: 

Públicos: laboratórios de pesquisa de universidades e instituições vinculadas ao Ministério da Agricultura e às Secretarias de Agricultura de alguns estados, muitas delas associadas a estações e fazendas experimentais; em outras organizações governamentais encarregadas de realizar ou promover o trabalho de pesquisa; em Casas da Agricultura e cooperativas, a serviço do agricultor; em instituições superiores e colégios agrícolas, entre outros.

Privados: escritórios de planejamento, assessoria e consultoria, como profissionais liberais; em fazendas particulares; em laboratórios de pesquisa de empresas relacionadas ao setor agropecuário (indústrias alimentícias, de bebida, de fumo, farmacêuticas, extrativas, vegetais, de couro etc); em organizações particulares que realizam trabalhos de pesquisa, como algumas cooperativas, entre outros.

Demais atuações do profissional:

Frente a problemas de degradação do meio ambiente e a exaustão dos recursos naturais
Indústrias processadoras de alimentos e produtoras de adubos, rações, fertilizantes, inseticidas e outros produtos agrícolas
Matadouros e frigoríficos
Bancos de crédito agrícola e cooperativas
Grandes fazendas e colônias agrícolas
Empresário rural, empreendendo novos negócios, melhorando a gestão da empresa da família.

“O curso de Engenharia Agronômica ou Agronomia, forma profissionais com ampla atuação no mercado de trabalho, necessitando, portanto, de uma formação também ampla. O profissional deve estar apto e enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mundo, do trabalho, adaptando-se às situações emergentes.”, completou Cristiana.

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Texto: Ana Lívia Schiavone
 

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