O sol nasceu para todos: inclusão foi o tema do evento

Nos dias 24 e 25 de maio, a UNICEP realizou a 13ª edição do simpósio “O sol nasceu para todos”. O evento trouxe diversos temas que dialogam sempre em torno de um único objetivo, inclusão.

Na sexta-feira (24), temas como acessibilidade, tratamento das pessoas com deficiência, mercado de trabalho, saúde e educação estavam presentes no evento. Inácio Vandier, Engenheiro Civil e Escultor, participou da mesa redonda “Politicamente correto no tratamento das pessoas com deficiência”.  Para ele, o simpósio é muito importante, não só para os alunos, mas para a sociedade, como um todo, por uma questão de conscientização.

“O tema, politicamente correto, é legal para aprendermos a conviver com as diferenças, seja pela raça, gênero ou deficiência. Temos que conviver em harmonia. Eu, como deficiente visual, tento desmitificar, simplificar ao máximo a deficiência, não sou melhor, nem pior do que ninguém. A sociedade não precisa ter medo de ajudar ou conversar com os deficientes, é simplesmente saber como abordar se a pessoa precisa de ajuda ou não, respeitando a individualidade de cada um, a independência e a autonomia. ”, explicou Inácio.

“Vencendo a deficiência e conquistando o mercado de trabalho” foi o tema da palestra do Dr. Marcelo Manoel, Fisioterapeuta. O objetivo foi trazer para o público a diferença do mercado de trabalho para as pessoas com deficiência e para as pessoas sem deficiência. “Eu quis mostrar a realidade do nosso Brasil, que o deficiente também tem um caminho a ser traçado, mas precisa de motivação”, contou Marcelo.

Já apsicóloga, Nathália de Vasconcelos Manoni, falou sobre o “Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento e a Intervenção ABA”. “Na verdade, estamos mostrando o modelo de tratamento e intervenção para crianças com dificuldade no desenvolvimento, com algum tipo de atraso. Pensando em um simpósio, voltado para inclusão e para pessoas com deficiências, essa é a intenção, mostrar um serviço que funciona. ”, afirmou Nathália.

Já no sábado, os interessados participaram de uma clínica de Handebol em cadeiras de rodas, no São Carlos Clube, parceiro do evento. Welson Luciano Coelho, auxiliar técnico e estudante do curso de Educação Física da UFSCar, explicou que eventos como esse têm várias importâncias. “Uma para desmistificar a questão de que ‘a pessoa com deficiência é um coitadinho’, ‘deve ser tratado em uma bolha’, não! Elas são pessoas, como todas as outras, que têm suas potencialidades.Se soubermos explorar essas potencialidades, eles conseguirão fazer coisas que muitas pessoas sem deficiência, muitas vezes, não conseguem fazer. ”, disse Welson.

E completou: “Estamos em um nível em que é difícil citar a dificuldade. Mas eu acredito que a dificuldade da pessoa com deficiência, no geral, é de procurar um esporte, sair da inercia e ir atrás, seja após uma reabilitação ou a pessoa que nasce assim. O difícil é dar o primeiro passo, assim que a pessoa dá o primeiro passo, o restante vai tranquilo.”.

Texto: Ana Lívia Schiavone
 

Cadastre seu e-mail

E receba novidades exclusivas

Compartilhe