Atendimento presencial na Clínica de Fisioterapia acontece há 2 meses

Desde agosto, a Clínica de Fisioterapia da UNICEP retomou com as atividades de estágio extracurricular que permite que os estudantes, além de fazerem o estágio obrigatório, ainda atendem a população em diversas áreas da Fisioterapia, sempre acompanhados pela supervisão de docentes especializados.

Depois de reorganizar a Clínica de Fisioterapia, para que esta cumprisse todos os protocolos para o retorno, os pacientes puderam voltar a ser atendidos presencialmente. Em algumas áreas, no início da pandemia, houve o teleatendimento, para que os pacientes não ficassem sem acompanhamento, mas com o retorno muito preferiram voltar para os atendimentos presenciais.

De acordo com a coordenadora do curso, Profa. Ms. Luciene Maria Barbieri Ázar, foi realizado um projeto de retorno aos atendimentos, respeitando todas as exigências dos protocolos Estaduais e Municipais. “Os horários de atendimentos e a divisão das equipes foram modificados para minimizar a exposição dos usuários. Foram modificados, também, os ambientes para garantir o menor número de pacientes e alunos nas salas. Não foram medidos esforços para cumprir com as nossas responsabilidades perante os nossos alunos e aos nossos pacientes.”, afirmou a coordenadora.

“O retorno foi importante para disponibilizar os serviços de fisioterapia para a comunidade e prosseguir com as atividades acadêmicas, a fim de garantir a finalização do curso para os acadêmicos do último ano”, explicou e completou: “Todos estão sendo beneficiados, pois a demanda de atendimentos aumentou e a oferta de serviços diminuíram com a paralisação das clínicas. Os alunos conseguirão concluir o curso, quando muitos perderam o ano letivo, possibilitando uma janela imensa de oportunidades para trabalho e pós graduação. Também conseguiram se adaptar para uma nova realidade, criar meios e formas de atendimentos não presenciais.”.

O docente do curso Prof. Dr. Márcio Innocentini Guaratini, atende os pacientes na área de ortopedia e traumatologia e explicou que a volta é importante por dois motivos: “os alunos poderem retornar para o regime de estágio curricular obrigatório, para não atrasar a vida acadêmica, pois a maioria dos estudantes terminam o curso no fim do ano. Também, a demanda reprimida que nós estávamos, pois todos os serviços fecharam e nós como clínica escola atendemos muitas pessoas da comunidade, nosso volume é bastante grande. Estamos atendendo muitos pacientes que sofreram acidentes de trânsito, muitas fraturas em membros inferiores. Esses pacientes estavam parados sem atenção ou com o mínimo de atenção possível. Retornamos em agosto e não temos mais nenhum horário para pacientes novos até o final do ano, conseguimos preencher todos os horários assim que retornamos.”.

Ele afirmou que: “muita gente acaba sendo beneficiada, os estudantes que retornam seus estágios, a população que precisa de atendimento, nós docentes que podemos retornar para nossa atividade e a própria instituição que está prestando serviço à comunidade, com a retomada todos se beneficiam”.

Márcio explicou que ficou apreensivo com a retomada no começo, pois “nós ainda estamos em meio à uma pandemia então o risco de contaminação é grande, precisamos tomar muitos cuidados, e seguir todos os protocolos, mas o nosso dia a dia da clínica envolve outros riscos que não só o do COVID-19, outros contágios, de outras patologias que podem por ventura existir. Como docente, além da saudade e da vontade de estar com os alunos, de voltar à clínica, de poder estar entre os pacientes, também me realiza profissionalmente de forma plena, é muito bom poder atuar e ajudar as pessoas.”.

Julio Natal Marini, paciente da área da Cardiorrespiratória Respiratória, faz tratamento há pelo menos 2 anos e voltou ao atendimento presencial. “No período parado, ainda bem que não tive crise respiratória, mas senti falta da clínica. Achei a volta espetacular. Todos com muitos cuidados, seguindo o protocolo e os estagiários são bastante comprometidos. Voltar ajuda muito porque em casa é mais difícil fazer os procedimentos.”, contou o paciente. 

Já Karla Fernandes Marianno, aposentada e paciente da clínica há 6 anos preferiu não retornar e está fazendo teleatendimento, também na área da Cardiorrespiratória Respiratória. “Me senti um pouco desamparada e desmotivada nesse período, fora que tivemos um tempo extremamente seco o que piora muito meu quadro respiratório. Mas o teleatendimento tem me ajudado muito, por conta da distância precisamos o tempo todo estar atentos aos procedimentos corretos, no meu caso a respiração. Por sempre estar atenta às minhas necessidades e compreender o objetivo do atendimento consigo ter uma boa resposta nesse tipo de atendimento.  Lógico que prefiro o presencial, mas ainda não me sinto segura.”, explicou Karla.

O também aposentado, Marcos Antonio Araújo Sousa, faz tratamento há mais ou menos 3 anos, na área de Neurofuncional adulto. “Durante a paralisação fiz alguns exercícios que uma fisioterapeuta recomendou, mas minhas pernas encurtaram novamente. Eu gostei da volta, voltar a ter a ajuda de fisioterapeutas e a opinião sobre o que fazer para melhorar os problemas de dores tem ajudado de novo.”.

O retorno permite que os estagiários vivenciem de perto um momento inédito como esse da Pandemia de COVID-19 e carreguem isso no currículo e na vida para sempre. Se você gosta da área e quer se tornar um grande Fisioterapeuta venha para a UNICEP. Inscreva-se no vestibular, clique aqui!

Texto: Ana Lívia Schiavone 
 

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