Arquiteto e Urbanista no cenário pós pandemia foi tema de simpósio na UNICEP

No último mês a UNICEP realizou o VIII Simpósio de Arquitetura e Urbanismo, o evento aconteceu de 04 a 22 de outubro, sob o tema “Os desafios da prática profissional do Arquiteto e Urbanista no cenário pós pandemia”.

Acompanhado por Jéssica Tardivo, Marcelo Pressendo Caraschi, ministrou a palestra “Sessão Revisita: a inserção profissional de ex-alunos do UNICEP São Carlos”. Segundo ele o tema foi sobre o mercado de trabalho para o arquiteto e urbanista que decide seguir carreira autônoma. “Penso que o tema é importante, pois ajuda o estudante a ter uma visão um pouco mais ampla de como pode ser seu futuro profissional, com suas dificuldades, desafios, benefícios, rotinas, etc. Quando eu era estudante tinha na mente que gostaria de seguir carreira autônoma, porém tinha o receio de como seria começar a trabalhar por conta. Por isso, acho importante palestras como essa.”, afirmou.

E completou: “Gostei muito de participar, pois gosto muito de ajudar e somar na formação de novos profissionais, poder passar um pouco do que aprendi, após a formação é um prazer muito grande”.

Já a palestrante Luciana Schenk, Arquiteta e Urbanista, trouxe o tema “A urgência ambiental e a paisagem: espaços livres urbanos nas cidades pós pandemia”. Para ela, de um modo geral o aluno de arquitetura e urbanismo a partir do primeiro dia de aula do curso começa a construir uma nova perspectiva acerca do que é ser arquiteto ou arquiteta urbanista no Brasil. 

“Esse campo disciplinar que represento, da Arquitetura da Paisagem, é aquele que diz respeito ao planejamento e projeto dos espaços livres, ruas, praças e parques, mas também os córregos e rios e suas várzeas que são protegidas por Lei. Juntos formam a rede verde e azul que se tornou uma poderosa estratégia para construirmos cidades mais resilientes. Resiliência é a capacidade de um sistema ou corpo se adaptar às mudanças que o tempo e as forças imprimem sobre eles. No caso das cidades esse sistema de espaços livres pode garantir uma importante reserva de espaço, para constituir uma rede de drenagem relacionada com toda a pauta contemporânea: quando pensamos num sistema de infraestrutura verde, pensamos numa rede de espaços verdejados ligados por ruas e avenidas arborizadas; a arborização urbana deve ser pensada como parte da infraestrutura de uma cidade e seu município. Isso significa que a cidade pode contar com lugares mais frescos e com melhor qualidade do ar, significa também que as árvores capturam carbono e diminuem toda a problemática do efeito estufa e as ilhas de calor. Como isso impacta nas mudanças climáticas? Os episódios de chuvas severas e secas prolongadas estão se tornando mais comuns, a constituição de um sistema verde de espaços livres nos dá a oportunidade de planejar cidades mais resilientes e prepará-las para as alterações climáticas.”, explicou Luciana.
 
E completou: “Uma honra participar, a temática pertinente, os alunos interessados, a presença do corpo docente, a qualidade das perguntas formuladas. Um prazer poder contribuir e também aprender.”.

Os estudantes também participaram das palestras: “Evolução urbana da Av. Paulista: espaços coletivos, plugins e interfaces urbanas em centros lineares contemporâneos”, com a Profa. Dra. Renata Priori Lima, Arquiteta e Urbanista; “Concursos de Arquitetura: a experiência no Laboratório Experimental em Arquitetura e Urbanismo (LEAU), UNICEP São Carlos”, com a Profa. Dra. Adriana Freyberger, Flávia Monteiro, Joselanne Luiza Bassoi e Vagne da Silva; Gabriela Peron e Marcos Pedrino Gonçalves; “Política habitacional no Brasil e a construção de um campo profissional: Assistência Técnica (ATHIS)”, com Camila Moreno de Camargo, Arquiteta e Urbanista;

Para assistir as palestras clique aqui!

Texto: Ana Lívia Schiavone
 

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