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14/11/2017

“Fundamentos da Nutrição Comportamental” foi tema debatido na UNICEP



No último sábado (11), os estudantes de Nutrição participaram de uma palestra com a Nutricionista, Paola Altheia, autora do Blog “Não Sou Exposição”.

Paola trabalha com Nutrição Comportamental, é uma das poucas nutricionistas do Brasil que trabalham nessa área, uma vertente da Nutrição que não é prescritiva. “Na verdade existe uma análise da relação que o indivíduo estabeleceu com o alimento, o papel que a comida ocupa na vida naquela pessoa, se a maneira que ela se alimenta, de alguma maneira for disfuncional ou estiver realmente causando um desconforto muito grande, perpetuando doenças, a gente trabalha junto maneiras de melhorar isso”, explicou Paola.

“Sou especializada em transtornos alimentares, trabalho com bulimia, anorexia, compulsão alimentar, esses casos mais difíceis e também com casos não específicos, ou seja, são pessoas que em algum momento da vida desenvolveram um relacionamento turbulento com comida e têm angustia por causa de comida. É muito permissivo ou muito restritivo, porque faz 200 milhões de dietas e engata uma dieta na outra, ou se sente culpado porque comeu, ou desenvolve crenças sobre o alimento, se tem alguma coisinha disfuncional, a gente analisa o que está acontecendo e trabalha ferramentas para trazer um conforto para o indivíduo e melhorar esses parâmetros.”, contou.

De acordo com a nutricionista a abordagem puramente prescritiva não ajuda, porque a pessoa de repente está com um problema e não sabe lidar com isso, “vivemos em uma época que não falta informação, não é que as pessoas não sabem como é uma alimentação adequada, saudável, é que elas não conseguem desenvolver o como, como eu vou incorporar isso para minha vida, essa é a importância da nutrição comportamental porque acho que é um olhar mais global, mais humano, mais empático, um olhar assim que não é julgador”.

Ainda segundo Paola: “A gente tem uma epidemia de obesidade que cresce exponencialmente no mundo e essa prática crônica de dietas não está ajudando, na verdade está agravando os problemas. Então é muito importante eu vir aqui conversar com os profissionais, com o pessoalzinho que vai se formar, para gente entender que tem que sair um pouco do técnico, porque quando a pessoa se forma e vai para a vida, ela vai dar de cara com uma pessoa, então assim teoricamente você trata obesidade, diabetes, seja o que for, teoricamente no livro é desse jeito, você dá um papel na mão, você resolveu a vida dela, mas se eu coloco um papel na mão da pessoa significa que ela vai aderir? Que ela vai fazer? E não é por culpa dela, não é porque ela não colaborou, ou ela não quis ou não teve força de vontade, é porque muitas vezes essas dietas que são passadas para as pessoas são incompatíveis com o ser humano em todos os sentidos, não só fisiológico, metabólico, mas psicológico, mental, emocional e aquilo vai criando uma angustia muito grande, umas das coisas que eu acho importante a respeito do meu trabalho é dizer que o problema não é culpa dela, não é a pessoa que falha com a dieta, é a dieta que falha com a pessoa. A nutrição comportamental ela é uma vertente que analisa o comportamento da pessoa diante da comida, e não só o que ela come, mas qual o olhar que ela tem.”, concluiu.

O estudante Igor Graciano Martins, do 4° período de Nutrição da UNICEP participou da organização do evento que “envolveu muito esforço de toda a equipe da comissão, equipe muito boa por sinal, ficamos muito ansiosos”. “Eu acredito que a palestra vai servir para abrir a cabeça de muitos dos alunos, trazer uma nova forma de atuação, é uma forma que não se vê muito principalmente no mundo acadêmico, vai servir para o pessoal sair daqui pensando um pouquinho e desmitificar um pouco também de muita coisa que vemos pela mídia, de coisas que são muito equivocadas e até errôneas”, afirmou Igor.






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