“O sol nasceu para todos” exibe a performance de três artistas em uma exposição virtual

O simpósio “O sol nasceu para todos” traz todos os anos uma exposição que faz parte do projeto “Convite para arte” e neste ano, mesmo diante de uma pandemia, não poderia ser diferente. Assim, a UNICEP está realizando uma exposição artística virtual com a performance de três artistas: Luciene Gomes, Arquiteta e Artista Plástica, Daniela Caburro, Pintora e Inácio Vandier, Engenheiro Civil, Escultor, Palestrante e Paratleta.

Daniela que é integrante da “Associação dos pintores com a Boca e os Pés”, que tem sede na Suíça, contou que já participou de outras exposições virtuais e que gosta muito pelo fato das pessoas terem mais acesso a arte. “As pessoas acabam não indo à exposição, deixam para depois pelo fato da correria do dia a dia. E essa ferramenta, a internet, vem para ajudar, para acrescentar na vida da gente, é uma ferramenta que aproxima e nós que dependemos da arte, que dependemos de divulgação podemos usar isso para que as pessoas conheçam o nosso trabalho, eu acho uma ferramenta maravilhosa.”, afirmou Daniela.

A pintora já participou de várias edições do simpósio, “estar expondo mais uma vez é um privilégio muito grande, estou muito feliz por participar do evento e agradeço o Professor Hilário, imensamente, sempre serei muito grata ao professor por esta oportunidade e de expor, agora com a Luciene e com o Inácio é maravilhoso.”, contou. 

E completou falando sobre a importância do evento: “Que bom que tivemos essa oportunidade online, para nós, pessoas com deficiência, é fundamental as pessoas conhecerem um pouco do que é a pessoa com deficiência, porque aos poucos de grão em grão, a gente vai plantando a semente e a gente vai colhendo os frutos, porque eu tenho certeza que lá na frente, as nossas crianças de hoje, os jovens de hoje, terão outra visão em relação à pessoa com deficiência, terão mais respeito. Os futuros profissionais pensarão mais em acessibilidade. Eu acredito que eventos como esse, só tem a crescer cada vez mais, além de ajudar em mostrar a pessoa com deficiência porque todos nós somos capazes, só temos que ter oportunidades.”. 

Diferente de Daniela, Inácio nunca participou de uma exposição online, “online é a primeira vez, mas já é a segunda vez que eu participo do simpósio. Sou muito novo na área da arte, estou tentando me redescobrir e me reinventar, busquei nas artes uma forma de praticar uma terapia, expor meus sentimentos, minhas opiniões e acabei me encontrando e consequentemente, acabei tendo um certo destaque, reconhecimento pela minha expressividade.”, explicou. 

E concluiu: “Tenho uma grande admiração tanto pela Daniela, quanto pela Luciene, já fiz uma escultura pra Daniela e admiro muito o trabalho dela. E a Luciene é outra profissional e tanto, vencedora na vida, né? Então para mim é um privilégio poder fazer uma exposição nesse momento tão difícil e ter minhas obras divulgadas nesse simpósio online ao lado dessas artistas tão conceituadas.”.

Luciene também tem muita admiração por Inácio e Daniela: “A exposição foi um grande presente e uma grande surpresa, porque eu acho que a Daniela e o Inácio, de fato são artistas plásticos, eles são artistas e eu brinco de desenhar e sou muito feliz fazendo isso, acho que foi uma descoberta na minha vida. Não tenho aspirações profissionais, eu faço isso para ser feliz mesmo, brinco que desenhar, é a minha meditação e estar junto com eles eu achei incrível, a pandemia tem dessas né, esse isolamento das pessoas, esse distanciamento de não poder se divertir, não poder ir aos lugares e uma exposição virtual é genial, porque você consegue ver arte, a gente tem vários lugares onde a gente consegue fazer tours virtuais, tem várias exposições abertas de forma virtual, isso é a grande adaptação que estamos passando a olhar as coisas de uma maneira diferente. Não é só olhar, a gente está enxergando novas possibilidades. E a exposição virtual é isso, porque o simpósio não seria o mesmo sem uma exposição de artes, no caso de três pessoas com deficiência e eu estou achando maravilhoso.”.

Para ela o simpósio é um evento muito relevante na cidade, os temas são sempre importantes e é uma mescla de pessoas participando: “começou com um olhar muito delicado e muito generoso para a pessoa com deficiência e isso foi ganhando um outro sentido, é claro que o foco principal ainda é a pessoa com deficiência, mas outras pessoas participam e é muito importante, porque isso faz com que as coisas em relação a própria deficiências se realizem. Eu acho que por trás disso também tem uma outra questão fundamental que são as redes de apoio. Os participantes são de inúmeros lugares, essa rede que vai se formando em torno do simpósio, vai dando importância maior a ele, porque quem faz o simpósio são as pessoas. Então acho que esse lado também é fundamental.”, disse.

E finalizou: “Quero também enfatizar que o Professor Hilário pensa arduamente nesse simpósio o ano todo. Ele articula as pessoas, traz pessoas e é um agregador. Então você ter uma pessoa com um olhar tão generoso a frente facilita muito. A UNICEP, seus alunos, professores e participantes, nos recebem com tanto carinho que eu espero que o evento só cresça. O simpósio floresce cada vez mais e isso é muito bonito, porque trabalha temas como inclusão, diversão, entretenimento, cultura, alimentação, tantas coisas que já foram abordadas, que já não consigo nem colocar dentro das duas mãos, porque já fazem tantos anos então eu acho que essa é a grande importância, pessoas que fazem o simpósio para outras pessoas.”. 

Para ver a exposição online, clique aqui!
 

Texto: Ana Lívia Schiavone
 

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